| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | G. polyosoma |
O gavião-de-costas-vermelhas é uma ave accipitriforme da família Accipitridae.
Seu nome significa: do (grego) geranos = grua, guindaste; e aetos = águia; e do (grego) polios = cinza; e söma = corpo; polyosoma = com corpo cinza. ⇒ Águia com corpo cinza.
Mede entre 45 e 62 centímetros de comprimento e pesa entre 810 e 1300 gramas. Sua envergadura atinge entre 113 e 151 centímetros.
O nome em inglês Variable Hawk é totalmente apropriado, já que ambos os sexos ocorrem em vários morfos. Adultos têm uma cauda branca com uma faixa preta contrastante subterminal e asas cinza barrado escuro (em voo a partir de baixo, as rêmiges aparecem esbranquiçadas e restrição de ponta negra ampla). O restante da plumagem varia de cinza escuro a esbranquiçado, e alguns indivíduos têm marrom-avermelhado no ventre. As fêmeas têm geralmente um marrom-avermelhado em direção ao dorso, enquanto os machos geralmente sofrem a ausência, embora, pelo menos, alguns também podem apresentar tal característica.
Possui duas subespécies reconhecidas:
(ITIS - Integrated Taxonomic Information System, 2015).
Alimentam-se principalmente de pequenos mamíferos (ratos, coelhos), mas também leva aves e insetos.
Constrói um grande ninho de pau grosso colocado em uma árvore, cacto grande, ou em uma borda da rocha. Os ninhos são renovados e utilizados em anos sucessivos (Woods e Woods, 1997). O tamanho da ninhada é de 1-3 ovos, que são verde-branco ou branco, com marcas avermelhadas.
Prefere as elevações montanhosas medianas principalmente, mas também as terras baixas em algumas regiões, por exemplo, Península de Santa Elena, Equador (Ridgely e Greenfield, 2001). Habita área aberta e seca, com árvores esparsas e arbustos, gramados, ou mesmo terrenos agrícolas. Em altitudes mais elevadas dos Andes, que habita montanhas ásperas, campos de altitude e floresta. Voa alto e com freqüência acima de serras e vales, muitas vezes, pousando em rochedos ou no chão. Ocorre isoladamente ou em pares.
Visitante austral e ocasional em terras brasileiras. Presente na Argentina, Uruguai e Colômbia, assim como, das Cordilheira dos Andes até a Patagônia e Terra do Fogo. Conta com três avistamentos antigos no Brasil, sendo nenhum documentado (CBRO 2014). Já foi registrado na Ilha de Cabo Frio/RJ em outubro de 1985 (Pacheco, 2004), e alguns avistamentos (sem localidades ou datas específicas) na região pantaneira do rio Paraguai, sul de Mato Grosso, e na região costeira de Santa Catarina (Reichholf 1974). Há também um registro em Chuy (Uruguai) (Arballo & Cravino 1999), bem próximo da fronteira brasileira.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: